bom alguns amigos criaram censura em seus blogs por que babacas ficam entrando e fazendo comentarios anonimos, eu acho um erro, se esses comentarios fossem positivos esses amigos meus não se importariam.
eu penso diferente e se tem imbencil pra perder tempo e ficar escrevendo merdas, eu não vou virar fascista e censurar, censura nunca, sou contra a censura e fale mal de mim a vontade o leitor que decida. jamais a reação vai fincar raizes em minha vida.liberdade até pra me esculhambar.liberdade até pra escrever merdas como esse anonimo ai escreve. ele deve ser do pt, ou do arco de alinça que va do pv a sarney.
ronaldo braga
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Domingo, Novembro 08, 2009
sobre a une e os estudantes
há muito o pcdob transformou a une em uma entidade fascista e pelega, quando eu entrei na faculdade de teatro em 1979 eu lutei contra os fascistas vermelhos e ao lado de outros estudantes expulsamos esses bandidos da residencia um, e fizemos muitas lutas contra esses caras, hoje a une é totalmente vendida ao bandido lula e faz parte da corja que luta contra o brasil, a une hoje luta contra o aumentos dos aposentados, , vai as ruas apoiar a corrupção e é contra qualquer cpi que revele a truculencia e roubos do chefe da quadrilha.
Qundo se é reacionário joven imagine o que se será na meia idade.
a une é uma mentira.
um bando de estudantes profissionais que existem somente para fazer politicagem e apoiar roubo.
Qundo se é reacionário joven imagine o que se será na meia idade.
a une é uma mentira.
um bando de estudantes profissionais que existem somente para fazer politicagem e apoiar roubo.
Sábado, Novembro 07, 2009
anselmo duarte O CINEMA
A VIDA NA TELA
ETERNA,
BRINCA COM A DOR DA PERDA
A FORÇA DOS TONS
EM PRETO E BRANCO ME ESCANDALIZA
O FILME
PRODUTO
INDUSTRIA
APENAS FERE MEU CORAÇÃO
E LAGRIMAS E SORRISOS SE MISTURAM EM FICÇÃO
ANSELMO POR TRÁS
ENQUADRA DECIDE
E PARA SEMPRE
ANSELMO
DUARTE.
NO PEITO ARTE
NOS OLHOS UM FUTURO FORA DE QUADRO
MOILDURA MEUS ENTRAVES
E DISSIPA MEU MEDO.
ANSELMO DUARTE A ARTE NÃO VEM POR ACASO MAS SE VINGA AO ACASO.
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
a bela escrita de alyne costa
A Menininha do Vestido Vermelho
Na infância olhamos o mundo com inocência e sonho. O medo é mais medo, a dor é mais dor, o riso é um riso que não quer parar mais e o doce é mais gostoso que colorido.
São nossas primeiras reações perante o mundo que nos parece desmesuradamente grante. O Japão é tão longe e tá embaixo do nosso pé.
A emoção se acumula, ainda que momentânea no peito. Um abafo cresce aliado à uma plena sensação de impotência que faz com que coloquemos a solução nas mãos do adulto mais próximo: e aquele adulto vira um super-herói que não pode falhar.
Lembro-me que aos 5 anos fiz uma viagem com meu pai ao interior. De ônibus, eu e ele. Próximo às nossas poltronas havia outro pai que também viajava com sua filhinha. Ela também de 5 a 6 anos, cabelinho claro, liso e com laço, vestidinho vermelho e sapatinho com meias brancas. Era a versão humanizada da boneca que eu queria ter.
Chegamos a uma cidade qualquer e seu pai desceu. Ela dormia... Eu não, acompanhava cada movimento de face da minha boneca em forma de gente. Meu pai lia algo e de vez em quando tentava me fazer dormir. Mas o ônibus saiu da cidade e o pai da menininha não voltara. Fiquei muda, apavorada e solidária com a garota que, dormindo, nem dera por falta do seu paizinho. Um sufoco enorme tomou meu peito.
Aquilo podia estar ocorrendo comigo. Ficar só, sem conhecer ninguém. E se o pai dela havia a deixado de propósito? Não consegui falar nada, nem comunicar a meu pai, certas coisas que as crianças não entendiam, os adultos achavam perfeitamente normal. Enquanto isso ela dormia, nem sonhava com o risco do abandono. E meu coração apavorado perguntava o que ela faria ao acordar.
Foram dez minutos de agonia, até que o ônibus parou e o pai dela entrou atormentado. Havia por meio de um táxi alcançado a condução já na estrada. Colocou no colo a criança que ainda dormia. Era o herói da garotinha. Ninguém notara a ausência daquele homem. Só eu sofrera aquela angústia muda, chorei temendo o destino daquela menina.
Meu pai também era um herói, mas só percebeu o fato quando o homem readentrou o veículo. Acabei dormindo e não vi a menininha de vestidinho vermelho e laço nos cabelos descer do ônibus em sua cidade destino. Mas ela permanece viva na minha lembrança de infância, idêntica à boneca que eu mais sonhava e que deveria ter mais ou menos a minha idade. Fazia tudo que gente de verdade fazia.
O sono da garota na ausência do pai parecia um zêlo de anjo guardião. E eu permaneci acordada durante aquele episódio, preenchido de medos e suposições tão típicas do imaginário infantil. Permaneci acordada e obtive a minha primeira lição de solidariedade.
Alyne Costa
Na infância olhamos o mundo com inocência e sonho. O medo é mais medo, a dor é mais dor, o riso é um riso que não quer parar mais e o doce é mais gostoso que colorido.
São nossas primeiras reações perante o mundo que nos parece desmesuradamente grante. O Japão é tão longe e tá embaixo do nosso pé.
A emoção se acumula, ainda que momentânea no peito. Um abafo cresce aliado à uma plena sensação de impotência que faz com que coloquemos a solução nas mãos do adulto mais próximo: e aquele adulto vira um super-herói que não pode falhar.
Lembro-me que aos 5 anos fiz uma viagem com meu pai ao interior. De ônibus, eu e ele. Próximo às nossas poltronas havia outro pai que também viajava com sua filhinha. Ela também de 5 a 6 anos, cabelinho claro, liso e com laço, vestidinho vermelho e sapatinho com meias brancas. Era a versão humanizada da boneca que eu queria ter.
Chegamos a uma cidade qualquer e seu pai desceu. Ela dormia... Eu não, acompanhava cada movimento de face da minha boneca em forma de gente. Meu pai lia algo e de vez em quando tentava me fazer dormir. Mas o ônibus saiu da cidade e o pai da menininha não voltara. Fiquei muda, apavorada e solidária com a garota que, dormindo, nem dera por falta do seu paizinho. Um sufoco enorme tomou meu peito.
Aquilo podia estar ocorrendo comigo. Ficar só, sem conhecer ninguém. E se o pai dela havia a deixado de propósito? Não consegui falar nada, nem comunicar a meu pai, certas coisas que as crianças não entendiam, os adultos achavam perfeitamente normal. Enquanto isso ela dormia, nem sonhava com o risco do abandono. E meu coração apavorado perguntava o que ela faria ao acordar.
Foram dez minutos de agonia, até que o ônibus parou e o pai dela entrou atormentado. Havia por meio de um táxi alcançado a condução já na estrada. Colocou no colo a criança que ainda dormia. Era o herói da garotinha. Ninguém notara a ausência daquele homem. Só eu sofrera aquela angústia muda, chorei temendo o destino daquela menina.
Meu pai também era um herói, mas só percebeu o fato quando o homem readentrou o veículo. Acabei dormindo e não vi a menininha de vestidinho vermelho e laço nos cabelos descer do ônibus em sua cidade destino. Mas ela permanece viva na minha lembrança de infância, idêntica à boneca que eu mais sonhava e que deveria ter mais ou menos a minha idade. Fazia tudo que gente de verdade fazia.
O sono da garota na ausência do pai parecia um zêlo de anjo guardião. E eu permaneci acordada durante aquele episódio, preenchido de medos e suposições tão típicas do imaginário infantil. Permaneci acordada e obtive a minha primeira lição de solidariedade.
Alyne Costa
a poesia da chilena Piera Pallavicini
En tardes como ésta
El sol y la luna se confunden
El mar mira el cielo
y cree que es un espejo
En noches como ésta
Las estrellas brillan rojas
Y el viento es cálido y blando
En una mañana así
Como ésta
El cielo ya está negro
Los pájaros duermen
Y se hace madrugada
En momentos como éste
En que el mundo está al revés
No importa el día o mes
No importa ni siquiera que no estés
Mi mundo y yo,
brincamos de alegría entre los resortes de las nubes
Esperando amanecer con la luna
Y que salga el sol al anochecer
Piera Pallavicini
El sol y la luna se confunden
El mar mira el cielo
y cree que es un espejo
En noches como ésta
Las estrellas brillan rojas
Y el viento es cálido y blando
En una mañana así
Como ésta
El cielo ya está negro
Los pájaros duermen
Y se hace madrugada
En momentos como éste
En que el mundo está al revés
No importa el día o mes
No importa ni siquiera que no estés
Mi mundo y yo,
brincamos de alegría entre los resortes de las nubes
Esperando amanecer con la luna
Y que salga el sol al anochecer
Piera Pallavicini
Segunda-feira, Outubro 19, 2009
OS HOMENS DE BEM DO BRASIL
a esquerda
a direita
ESTES VIDEOS EU JÁ POSTEI AQUI NESTE BLOG MAS ACHO OPORTUNO REPUBLICA-LOS DEPOIS QUE O LULA RESOLVEU INICIAR OS COMICIOS ELEITORAIS COM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE E ANTES DO PRAZO LEGAL.
a direita
ESTES VIDEOS EU JÁ POSTEI AQUI NESTE BLOG MAS ACHO OPORTUNO REPUBLICA-LOS DEPOIS QUE O LULA RESOLVEU INICIAR OS COMICIOS ELEITORAIS COM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE E ANTES DO PRAZO LEGAL.
Domingo, Outubro 18, 2009
a poesia de nelson magalhães filho
“Nascemos com certo fogo e devemos viver com ele, alimentá-lo, produzir e estar agradecidos”
(Patti Smith)
matança de porcos
sem nenhuma dúvida presságios
o desalento de um regresso (gelo não
existá nenhum) brecha de sol
dissipa a fumaça preta do animal imolado no
fundo do quarto (centelhas pavorosas
incrustadas nos ossos consequentemente revelaram
luares nocivos).
matança no limbo
o simples gotejar sangrento
no paraíso pecaminoso
na noite das nínfeas
numa cerimônia inefável,
congestionados os lábios feridos mediante
o grito animal.
vou te presentear creme de cerejas,
dissertação a respeito da frutífera-
experiência-de-alucinação
estabelecida assim
a maçã premonitória.
Nelson Magalhães Filho
nelson magalhães filho, um poeta com cores fortes e escrita leve, um artista plastico, de mundos inabitaveis, mas onde será que fica este mundo inabitavel? claro que fica aqui mesmo, nós fazemos esse mundo ser intolerante e nelson nos mostra, nos adverte e ao mesmo tempo nos embebeda com suas cores e suas criações literaria e plastica.
ronaldo braga
(Patti Smith)
matança de porcos
sem nenhuma dúvida presságios
o desalento de um regresso (gelo não
existá nenhum) brecha de sol
dissipa a fumaça preta do animal imolado no
fundo do quarto (centelhas pavorosas
incrustadas nos ossos consequentemente revelaram
luares nocivos).
matança no limbo
o simples gotejar sangrento
no paraíso pecaminoso
na noite das nínfeas
numa cerimônia inefável,
congestionados os lábios feridos mediante
o grito animal.
vou te presentear creme de cerejas,
dissertação a respeito da frutífera-
experiência-de-alucinação
estabelecida assim
a maçã premonitória.
Nelson Magalhães Filho
nelson magalhães filho, um poeta com cores fortes e escrita leve, um artista plastico, de mundos inabitaveis, mas onde será que fica este mundo inabitavel? claro que fica aqui mesmo, nós fazemos esse mundo ser intolerante e nelson nos mostra, nos adverte e ao mesmo tempo nos embebeda com suas cores e suas criações literaria e plastica.
ronaldo braga
TRIGÉSIMA SÉTIMA LEVA DA REVISTA CULTURAL DIVERSOS AFINS
Caro leitor,
O tempo, senhor de um tudo, acalenta bem mais do que mistérios. Reserva-nos valoroso sabor das descobertas. Apostando nisso, a Revista Diversos Afins inspira mais um sopro de novidades:
- percorrendo a estética intervencionista do artista plástico e fotógrafo Kilian Glasner
- em meio à linguagem contundente das linhas cinéfilas de Celso Serpa
- nas experiências inusitadas presentes nas prosas de Nydia Bonetti, Bruna Mitrano e Larissa Mendes
- pelas profundidades dos versos de Aleph Davis, Fao Carreira, Nilson Galvão, Wilton Cardoso e Marcos Pasche
- através das vias sonoras dos discos de Otto e Filipe Catto
Outros caminhos e palavras aportam aqui:
http://diversos-afins.blogspot.com
Saudações culturais,
Fabrício Brandão & Leila Andrade – LEVEIROS
O tempo, senhor de um tudo, acalenta bem mais do que mistérios. Reserva-nos valoroso sabor das descobertas. Apostando nisso, a Revista Diversos Afins inspira mais um sopro de novidades:
- percorrendo a estética intervencionista do artista plástico e fotógrafo Kilian Glasner
- em meio à linguagem contundente das linhas cinéfilas de Celso Serpa
- nas experiências inusitadas presentes nas prosas de Nydia Bonetti, Bruna Mitrano e Larissa Mendes
- pelas profundidades dos versos de Aleph Davis, Fao Carreira, Nilson Galvão, Wilton Cardoso e Marcos Pasche
- através das vias sonoras dos discos de Otto e Filipe Catto
Outros caminhos e palavras aportam aqui:
http://diversos-afins.blogspot.com
Saudações culturais,
Fabrício Brandão & Leila Andrade – LEVEIROS
Segunda-feira, Outubro 05, 2009
o chapéu
O chapéu, ali no prego,
sorria e as luzes semi-apagadas nas velas gastas, recolhiam sombras.
A noite era esperança naqueles corações rudes,com suas rezas e cantos a espantarem sonos e repetirem ameaças nas mentes jovens e claudicantes.
No salão meninas seminuas esperavam danças e meu estômago entornava um quase vomito covarde.
A foto descentrada focava o chapéu na noite triste de amores melancólicos e partos rápidos, onde meninos por crescer choravam tempos por vir.
O chapéu solitário somente pensava o impossível, pois chapéu na sua imutabilidade pensam como os homens perdidos nos desdobramentos dos seus fracassos e não sabia chorar e nem por onde.
A sanfona atacava um legitimo forró antigo.
A madrugada foscava olhares brutos nas bundas largadas e era guerra surda a soletrar corpos em uma batalha derradeira. Olhares, desvios, risos, tiros a casa era vigor em cada morte e a certeza de prazeres nos corpos espalhados ignoravam os preços fixados.
ronaldo braga
sorria e as luzes semi-apagadas nas velas gastas, recolhiam sombras.
A noite era esperança naqueles corações rudes,com suas rezas e cantos a espantarem sonos e repetirem ameaças nas mentes jovens e claudicantes.
No salão meninas seminuas esperavam danças e meu estômago entornava um quase vomito covarde.
A foto descentrada focava o chapéu na noite triste de amores melancólicos e partos rápidos, onde meninos por crescer choravam tempos por vir.
O chapéu solitário somente pensava o impossível, pois chapéu na sua imutabilidade pensam como os homens perdidos nos desdobramentos dos seus fracassos e não sabia chorar e nem por onde.
A sanfona atacava um legitimo forró antigo.
A madrugada foscava olhares brutos nas bundas largadas e era guerra surda a soletrar corpos em uma batalha derradeira. Olhares, desvios, risos, tiros a casa era vigor em cada morte e a certeza de prazeres nos corpos espalhados ignoravam os preços fixados.
ronaldo braga
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